Diário de Bordo I Dia 4 I Como okupar um rio


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Perdidas na floresta

Mesmo à saída de Belas encontramos um caminho pelo meio de algumas hortas okupas.

 

Quanto às hortas, pelas suas grandes dimensões e de tão bem muralhadas que estavam, ficamos a pensar que esta ocupação já foi feita há muito tempo. Infelizmente, não encontramos ninguém com quem pudéssemos confirmar esta suspeita. O caminho levou-nos a subir o rio Jamor, praticamente até à zona do Lisbon Sports Club, já bem para dentro da Serra da Carregueira.

 

 

Nem parecia que estávamos a 5 minutos da cidade. Sempre avistando infraestruturas que identificamos pertencerem ao Aqueduto das Águas Livres (sim, o que acaba nas Amoreiras, em Lisboa), fomos caminhando pelo meio da natureza. Vimos como o terreno é rochoso, confirmando o que a Natalina nos havia explicado no dia 1.

As hortas já tinham ficado para trás, aqui a natureza já se exprimia com maior liberdade: várias espécies de árvores e de arbustos (plátanos, eucaliptos, azinheiras, oliveiras, palmeiras, fetos, canaviais, silvas com amoras, etc, etc); muitos insetos, os que nos chamaram mais à atenção foram as libelinhas; também vimos minas de água; as ruínas de uma estrada antiga, provavelmente do tempo do aqueduto (séc. XVIII). E o rio. O Jamor.

 

 

 

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