Grupo de Ação Cultural


As obras do eixo verde e azul já começaram em Sintra. Ao longo do mês de maio puderam ver-se, na encosta do Monte Abraão que desce até ao rio Jamor, máquinas da Câmara Municipal de Sintra (CMS) a trabalhar e a mover terras. Primeiro pânico, depois a questão: então e as hortas?   Uma curta caminhada ao longo do rio permitiu ver que a maior parte das hortas ainda existe, muito embora se note que algumas já foram abandonadas pelos seus hortelãos, provavelmente também assustados com as máquinas da Câmara. É incrível, como tão pouco tempo bastou para que esse abandono se traduzisse em mato desordenado e lixo – evidenciando este facto, mais uma vez, a importância das hortas para a manutenção das margens do rio.                                         Margem sem horta                                                                                     Margem com horta   Queríamos saber […]

As obras começaram: e as hortas?


Mas afinal, como podemos salvar o Jamor? Melhor do que ninguém para responder a esta pergunta são a Margarida e o José da iniciativa Vamos Salvar o Jamor.   “Vamos Salvar o Jamor surgiu como um movimento de cidadãos e residentes, pacífico e apartidário, tendo entretanto adquirido o estatuto de Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA). O movimento tem como objetivo a retirada do Plano de Pormenor da Margem Direita da Foz do Rio Jamor e sua substituição por soluções alternativas ambientalmente adequadas, social e economicamente justas.” A explicação da sua página web, bem como as partilhas que vão fazendo nas redes sociais, fez-nos pensar na obrigatoriedade de contactar este grupo de ativistas que, nos últimos anos, têm, de forma praticamente isolada, lutado contra o Golias que é o mercado imobiliário a tentar dominar a zona da Cruz Quebrada. Numa linda manhã de inverno, agradavelmente instalados numa esplanada no Centro […]

Diário de Bordo I Dia 12 I Como okupar um rio



Um oásis dentro de uma gruta. Penso que já aqui dissemos o quão paradisíaco é o lugar onde o Sr. José Amaral tem a sua horta.   É que, à primeira vista, ninguém daria nada por aquilo: no subúrbio de Queluz de Baixo (subúrbio de subúrbio, portanto), escondido por trás de prédios de construção barata dos anos 90, praticamente por baixo da endémica IC19, perdido num vale profundo e onde o sol apenas consegue entrar de esguelha. Para lá chegar é preciso descer uma ladeira que é praticamente a pique, com muito cuidado, para não escorregar nas pedras de calcário negro, gastas pelo uso e pelo tempo. Os latidos dos cães dos casinhotos construídos nos socalcos que ladeiam a íngreme descida avisam-nos que nos aproximamos de um outro universo, de uma nova realidade: aquela em que os mamarrachos dos anos 90 deixam de se ver e o IC19 deixa de se […]

Diário de Bordo I Dia 11 I Como okupar um rio


Um dos principais objetivos do Como okupar um rio é dar voz à sociedade civil. Bem como documentar o seu envolvimento na defesa dos rios, no caso, o rio Jamor.   Mas é facto que, se as pessoas devem beneficiar do poder de gerir rios, ele é necessariamente partilhado com os órgãos de poder, local ou nacional. Foi este o motivo que nos levou a contactar as autarquias dos municípios que são banhados pelo Jamor, isto é, os de Sintra e Oeiras. Queríamos saber de que forma e com que olhos vêm aquelas entidades a okupação que aqui tem vindo a ser debatida, e que em muitos casos é realizada em terrenos públicos. Uma das mais entusiastas respostas que recebemos  foi a da União das Freguesias de Massamá e Monte Abrãao (UFMMA), do concelho de Sintra, encabeçada pelo seu presidente Pedro Brás. Desde o primeiro momento foi demonstrado grande interesse […]

Diário de Bordo I Dia 16 I Como okupar um rio



O projeto Rios Livres do GEOTA estabelece uma parceria com o projeto Como okupar um rio Na medida em que contribui com um importante conhecimento científico, bem como com uma grande experiência, na defesa dos nossos rios.   Foi durante uma pequena vaga de tempo encontrada numa agenda bastante preenchida, que a Ana e o Pedro nos receberam nas instalações do GEOTA. Pensamos em filmar a entrevista na rua, mas aquela manhã de dezembro mostrava-se demasiado chuvosa para  tal. A entrevista começou com uma apresentação do que é o Rios Livres e dos seus objetivos: o projeto surge como resposta e para questionar o Programa Nacional de Barragens, considerando-o “uma das maiores ameaças aos rios portugueses”. Assim, é missão do Rios Livres travar a construção das barragens aí previstas, bem como “provar que há outras formas menos agressivas e mais baratas de obter energia, em detrimento da produzida pelas grandes […]

Diário de Bordo I Dia 15 I Como okupar um rio


A entrevista que fizemos à Margarida e ao José do Vamos Salvar o Jamor (VSJ) foi densa nos conteúdos e elaborada na forma. A conversa, que começou na praia da Cruz Quebrada, foi-se desenrolando à medida que subíamos o Jamor, entrando no Centro Desportivo Nacional do Jamor, terminando já à entrada deste, mesmo em frente aos campos de golfe.   Um dos principais temas conversados, e aquele que também foi o primeiro, foi necessariamente o plano de pormenor da margem direita da foz do rio Jamor, na Cruz Quebrada. Este é um projeto da Câmara Municipal de Oeiras, e contra o mesmo que o VSJ tem investido a maior parte da sua energia de ação. Segundo os dois ativistas ambientais, este plano coloca em risco princípios ambientais, bem como a segurança e a mobilidade das populações locais. Mais à frente, Margarida e José também nos falaram acerca da gestão dos […]

Diário de Bordo I Dia 14 I Como okupar um rio



A Natália é a pessoa que desde o início tem estado presente neste projeto. Foi ela que, nas primeiras incursões que realizamos, pacientemente nos explicou tudo acerca de como e onde o Jamor se forma; a importância do rio para a região, no passado e hoje em dia; quais as melhores pessoas para conversar, a fim de obter mais informações sobre a história do rio. E acompanhou o projeto sempre de forma bastante próxima, através dos muitos contactos pessoais que tivemos, ou através dos meios digitais. A Natália é, sem dúvida, uma figura chave do Como okupar um rio.   Foi por isso que a entrevista que lhe fizemos naquela solarenga tarde de novembro foi tão simples de fazer, e, sobretudo, prazenteira. Com apenas algumas perguntas, conseguimos organizar num único discurso todas as informações preciosas que ela nos havia dado ao longo deste tempo todo. Para além da entrevista, ainda […]

Diário de Bordo I Dia 13 I Como okupar um rio


Microfones e malmequeres A Luísa e o Luís conheceram-se há já muitos anos, trabalhava ele ainda na Marinha e ela limpava-lhe a casa.   Já nessa altura se davam bem e conversavam muito. Nas suas conversas havia um tema recorrente: as origens rurais da Luísa e a vontade do Luís em ter uma horta. Hoje já ele está reformado e ela arranjou outro trabalho. Mas nunca perderam o contacto. Um dia a Luísa soube que um vizinho ia largar o pedaço de terreno que okupava ao pé do Jamor, ali mesmo ao pé da estação de comboios de Queluz, e onde mantinha uma pequena horta okupa. Cheia de vontade de matar saudades de enfiar as mãos na terra, mas receando que a tarefa fosse grande demais para fazê-la sozinha, lançou o desafio ao Luís: que sempre tinha falado na vontade de ter uma horta, não queria agora aproveitar aquela oportunidade? Foi […]

Diário de Bordo I Dia 10 I Como okupar um rio



Foram as couves que hoje nos salvaram. Relembramos que o objetivo deste projeto é produzir uma ferramenta de aprendizagem, sobre como okupar um rio. Queremos saber como as atividades de okupação aumentam a relação sustentável entre o rio e as comunidades, económica, social e ambientalmente. O nosso caso de estudo é o Rio Jamor.   Serão desenvolvidas pelo menos 3 fases: a primeira, fazer um primeiro contacto com os okupas das margens do Jamor, recolhendo informações de caráter geral sobre esta comunidade: quem são, o que fazem, porque o fazem; a segunda, conhecer de forma mais próxima as atividades de okupação, através da realização de entrevistas e outras formas de recolha de dados participada; a terceira, sistematizar toda a informação recolhida e realizar um pequeno filme.   A primeira fase está concluída: descemos o rio Jamor e conhecemos os okupas estabelecidos ao longo das margens do rio, desde a sua […]

Diário de Bordo I Dia 9 I Como okupar um rio


Finalmente o rio desaguou! O Centro Desportivo Nacional do Jamor situa-se na Cruz Quebrada, já muito perto do local em que o Jamor desagua no Tejo.   O leito do Jamor é cada vez mais largo, e as suas margens já não têm hortas. Mas o rio continua a apoiar a comunidade local, nomeadamente, para a prática desportiva: há atividades náuticas e regam-se campos desportivos. Para além dos desportistas, há pessoas a passear. O rio tem peixes, diversas espécies de aves e muitas plantas subaquáticas.     Depois, o rio finalmente desagua. Ali, mesmo ao lado da estação de comboios da Cruz Quebrada. Forma-se uma pequena praia, algumas pessoas aproveitam os últimos dias de calor do ano, há pescadores de cana em punho. O mar vê-se ao longe.    

Diário de Bordo I Dia 8 I Como okupar um rio



Oeiras também é terra de hortas okupadas Os dias anteriores serviram-nos para seguir o curso do Jamor, sempre dentro do concelho de Sintra. Neste dia passamos para o outro lado do IC19 e chegamos a Oeiras.   O rio Jamor nasce na Serra da Carregueira, concelho de Sintra, e desagua na Cruz Quebrada, concelho de Oeiras. Percorre portanto dois concelhos, ambos da Grande Lisboa, fazendo do Jamor um rio urbano, pois nasce, corre e desagua numa área metropolitana, a de Lisboa. Esta é também uma das regiões mais povoadas de Portugal. Dona Maria, Brejo, Belas, Pendão e finalmente Queluz. Este é o percurso que o Jamor faz, e que nós visitámos, no concelho de Sintra. Neste dia entrámos no concelho de Oeiras, em plena Queluz de Baixo. Aqui, a margem direita do rio estreita-se e o terreno eleva-se abruptamente. Há apenas espaço para umas casinhas de pedra construídas em socalcos, […]

Diário de Bordo I Dia 7 I Como okupar um rio


Quando no meio da cidade irrompe o campo As hortas em Queluz são impressionantes pelo contraste que criam com os prédios em redor. Parece mesmo o campo a invadir a cidade, finalmente o triunfo da natureza.   Do passeio que está por cima da enorme planície que acompanha o Jamor, junto à estação de comboios de Queluz-Belas, veêm-se sempre muitas pessoas a trabalhar a terra. Nesse dia metemos conversa à distância com dois senhores, que, lá em baixo, regavam com uma enorme mangueira o que pareciam ser couves bebés. Queríamos saber como descer. Gritaram-nos que teríamos de ir até ao final da Avenida Miguel Bombarda e entrar por uma abertura entre dois prédios. Encontrámos a tal abertura e caminhámos por um carreiro, ao longo da margem esquerda do Jamor; vimos como o rio ali está tão limpo, com patinhos e algumas plantas subaquáticas; pudemos também ver de perto as dezenas […]

Diário de Bordo I Dia 6 I Como okupar um rio



Okupas sénior entre Belas e Queluz Às portas de Queluz aprendemos a aplicar um novo conceito: quinta okupa.   O Sr. Patrício é okupa na Quinta das Andorinhas. É uma okupação que dura há mais de 40 anos, o que faz do Sr. Patrício (e afirmamo-lo com todo o respeito) um okupa sénior. Divide o terreno, que é propriedade privada, e não do Estado, com pelo menos mais uma pessoa. Esta quinta okupa fica ali entre Belas e Queluz, sendo que não é única, nas redondezas. Podem ver-se, tanto para baixo (em direção ao rio), como para cima (em direção à serra), dezenas de outras quintas okupas, organizadas em socalcos, bem tratadas. No caso do Sr. Patrício, a Câmara Municipal de Sintra (CMS) fê-lo assinar uma declaração, na qual ele se compromete a desocupar o terreno, caso haja interesse nisso, seja por parte do dono, seja por parte do próprio […]

Diário de Bordo I Dia 5 I Como okupar um rio


Perdidas na floresta Mesmo à saída de Belas encontramos um caminho pelo meio de algumas hortas okupas.   Quanto às hortas, pelas suas grandes dimensões e de tão bem muralhadas que estavam, ficamos a pensar que esta ocupação já foi feita há muito tempo. Infelizmente, não encontramos ninguém com quem pudéssemos confirmar esta suspeita. O caminho levou-nos a subir o rio Jamor, praticamente até à zona do Lisbon Sports Club, já bem para dentro da Serra da Carregueira.     Nem parecia que estávamos a 5 minutos da cidade. Sempre avistando infraestruturas que identificamos pertencerem ao Aqueduto das Águas Livres (sim, o que acaba nas Amoreiras, em Lisboa), fomos caminhando pelo meio da natureza. Vimos como o terreno é rochoso, confirmando o que a Natalina nos havia explicado no dia 1. As hortas já tinham ficado para trás, aqui a natureza já se exprimia com maior liberdade: várias espécies de […]

Diário de Bordo I Dia 4 I Como okupar um rio



O Jamor, as minas e o golfe Fizemos a visita da praxe à Natália, antes irmos ter com o Sr. Henrique.   Visitamos as Minas do Brejo e imediatamente percebemos a sua importância na economia familiar do Sr. Henrique: regar a cultura agrícola, dar de beber aos animais e, no passado, fonte de água para todos. As minas também passaram a ajudar no lazer, quando perto de duas delas o Sr. Henrique construiu um espaço de refeições e descanso.     Depois fomos ao Lisbon Sports Club, em Belas, onde o Nuno, o greenskeeper do campo de golfe, já nos esperava no seu buggy. Estava pronto para nos levar a passear ao longo da porção do Rio Jamor que corre na propriedade do clube. Informou-nos que fazem com regularidade um trabalho de limpeza e de manutenção de margens, aproveitando o rio como um dos obstáculos na prática do golfe. Já […]

Diário de Bordo I Dia 3 I Como okupar um rio


A água de Dona Maria Voltando a Dona Maria, revisitamos a Natália.   Ela entretanto já tinha feito pesquisas para nos ajudar sobre o rio Jamor, mas nenhuma conclusiva quanto ao local da sua nascente, aconselhando-nos a consultar as cartas militares. São muitas, as minas de água existentes pela zona, havendo por exemplo uma mesmo debaixo do principal largo de Dona Maria, o Largo do Chafariz. Disse-nos que esta é a zona de Lisboa com maior quantidade de águas subterrâneas, pelo que a etnografia local está intimamente ligada ao tema da água: as lavadeiras até aos anos 80 assistiam Lisboa com os seus serviços, havendo hoje em dia ainda as almácegas onde lavavam a roupa (atualmente as almácegas estão em propriedade privada, não podendo ser visitadas); os aguadeiros iam de Dona Maria para Lisboa para vender água. Existe a crença que estas águas têm propriedades medicinais e era costume beber-se […]

Diário de Bordo I Dia 2 I Como okupar um rio



À procura de uma nascente Queríamos começar pelo início, encontrar o local onde nasce o rio Jamor. Não foi fácil.   Contrariamente ao esperado, a web não informa acerca do paradeiro da nascente do Jamor. Tudo o que se lá encontra é uma vaga informação sobre como o rio nasce em Dona Maria, na Serra da Carregueira, concelho de Sintra. De câmara de filmar em punho, fomos nessa verdadeira expedição. E descobrimos o seguinte: a)      Dona Maria é uma pequeníssima aldeia nos subúrbios da Grande Lisboa, mas preserva ainda características bem rurais - pequenas quintas, um casario meio desordenado que desemboca em pequenos largos, estradas de terra batida e muitas fontes; em Dona Maria toda a gente se conhece e/ou tem grau de parentesco. b)      O rio Jamor vai ganhando diferentes nomes, dependendo do lugar por onde passa (ribeira de Belas, ribeira do Brejo, ribeira de Dona Maria, etc); nasce […]

Diário de Bordo I Dia 1 I Como okupar um rio


Após a tendência do século XX de casas okupadas, trazemos para o século XXI uma nova necessidade: okupar rios. Ao usar modelos económicos insustentáveis, as comunidades urbanas têm perdido os seus rios como um bem comum. É urgente resgatar a relação antiga entre ambos. Como okupar um rio é uma ferramenta de aprendizagem de investigação e desenvolvimento, que visa mostrar como uma comunidade pode resgatar um rio pelo bem comum.     A relação rio-cidade é essencial para o desenvolvimento urbano. A disponibilidade de água foi sempre um dos factores decisivos para o estabelecimento definitivo das populações. Com o avanço industrial, as relações rio-cidade mudaram. Existe uma separação funcional, causada por grandes obras de correcção perpetradas nos rios urbanos, agravadas pelos fortes níveis de poluição de dos leitos e margens. Se os maiores rios são utilizados quase que exclusivamente para fins económicos, os mais pequenos, geralmente extremamente poluídos, constituem, nas […]

Como okupar um rio – introdução ao projeto



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No seguimento da Masterclass sobre Turismo e Gentrificação foram editados um documentário, uma curta-metragem e um livro, disponíveis aqui (em inglês): Curta-metragem: STADSLAB – City Making & Tourism Gentrification Lisbon from Fabio Petronilli on Vimeo.   Documentário: YOU’LL SOON BE HERE from Fabio Petronilli on Vimeo.   Livro: Booklet Masterclass Lisboa

Documentário + curta + livro: Masterclass Turismo & Gentrificação


Este filme será projetado com o apoio do Center for Responsible Travel.     O impacto ambiental do turismo em massa é o tema central da nossa 4ª sessão do Cine Café Turistificação, a ser realizada no dia 17 de Maio às 21h30, no bar Lisboa Vadia (ao Caldas), em Lisboa. The Goose With the Golden Eggs, filme produzido pelo Center for Responsible Travel, examina o impacto ambiental que o turismo de resort e cruzeiros traz às comunidades habitantes da costa do Pacífico, na Costa Rica. Com um número cada vez maior de investimentos privados nestas áreas, como é o caso da privatização das praias ou da construção de grandes Hotéis multinacionais e de condomínios fechados, este documentário tem como principal objetivo retratar as dificuldades que as comunidades da costa do Pacífico enfrentam para terem acesso a bens como a água (usada sobretudo para “alimentar” piscinas e campos de golfe), […]

CINEMA GRÁTIS: “The Goose with the Golden Eggs” I Cine Café Turistificação



“Barcelona? Um parque temático”. É assim que começa o documentário que iremos passar na próxima sessão do Cine-Café Turistificação, dia 19 de Abril, pelas 21h30, no Lisboa Vadia. Bye bye Barcelona é o desabafo documental de Eduardo Chibás sobre o turismo de massas, onde se debate a relação entre a vida local e os turistas. Nascido em Caracas, Venuzuela, Chibás assume nunca ter conhecido as Ramblas dos barcelonenses. Vive, porém, há tempo suficiente para sentir os impactos negativos da turistificação daquela que é a 4º cidade mais visitada da Europa, a seguir a Londres, Roma e Paris, e líder no número de cruzeiros que recebe do continente e do Mediterrâneo. Este fenómeno muito tem afetado o número cada vez menor de moradores do centro de uma cidade cada vez mais cara. Muitos dos cerca de 30 mil turistas que chegam diariamente em cruzeiros à cidade de Barcelona não veem como […]

CINEMA GRÁTIS: “Bye bye Barcelona” I Cine Café Turistificação


[artigo redigido por Leonor Duarte, Sara Aranha e Joana Dias]   No passado dia 15 de março, no Lisboa Vadia, teve lugar mais um debate sobre a turistificação de Lisboa, depois da projeção de Cidade Guiada, documentário realizado por Catarina Leal. Foi uma noite cheia de ideias, com a presença da realizadora Catarina Leal, do investigador e professor João Seixas e de Joana Jacinto, fundadora do projeto Lisbon Sustainable Tourism. Com eles, protestamos, discutimos ideias e preocupações, mas também procurámos soluções para um fenómeno que muito tem afetado todxs nós.   Como é que se paga 2€ por um copo de vinho que, ainda por cima, não é nada de especial?   Muitas foram as críticas e as perguntas. Foi um momento forte, onde se ouviram pessoas de várias idades, desde comerciantes a estudantes e artistas, portugueses e estrangeiros. A Catarina Leal começou por nos revelar a sua principal motivação […]

Haverá vida depois do turismo?



Com a finalidade de dar visibilidade ao fenómeno da turistificação de Lisboa, estamos a organizar uma página web, onde serão publicadas as fotos que nos forem enviadas. Está a contar a partir de… agora! Participa! Partilha!

Fotografa a turistificação de Lisboa


Realizado por Catarina Leal no âmbito do Mestrado que desenvolveu em Antropologia, Cidade Guiada documenta um dos maiores problemas vividos actualmente no centro histórico de Lisboa: a gentrificação pelo turismo. Fenómeno há muito observado em cidades como Barcelona, Berlim ou Londres, a gentrificação é um sintoma urbano, que afecta sobretudo as populações mais desprotegidas que habitam as cidades. O turismo representa um dos principais recursos adoptados para dinamizar a economia em bairros como a Graça, Alfama e Mouraria. Com uma indústria cada vez mais sustentada na população estrangeira, revalorizam-se e reabilitam-se bairros portugueses todos os dias. Já com poucos moradores antigos, deles só restam as fachadas dos prédios.   Cidade Guiada lança ainda uma questão cada vez mais pertinente: como se requalifica um bairro ou uma cidade ao serviço da população e não do turismo?   A projecção do filme será seguida por um debate, com a presença da realizadora […]

CINEMA GRÁTIS: “Cidade Guiada” I Cine Café Turistificação



Turistificação, mas que grande palavrão! Lisboa Vadia I 16 Fevereiro I 21h30   Com estreia no ano passado no cinema e rodado em pouco mais de um mês, “Alto Bairro” dá voz às pessoas que sempre lá viveram e aquelas que tiveram que sair. Do realizador Rui Simões, este documentário retrata um bairro em constante mudança, dos anos 50 até aos dias de hoje. Lugar de prostituição e boémia, “Alto Bairro” apresenta-nos, primeiro, uma Lisboa típica dos cafés e das mercearias de rua, das antigas pensões e das roupas estendidas à janela, testemunhada, entre a calma das tardes e a azáfama das noites, pelos mesmos moradores que têm visto o despejo de muito comércio local, a degradação de escolas, a construção em massa de hostels e hotéis, a poluição nas ruas e a exclusão social. A projeção do filme, que tem o apoio da produtora Real Ficção, será seguida por […]

CINEMA GRÁTIS: “Alto Bairro” | Cine-Café Turistificação


    O documentário deste mês: “One for the river” (2015) O que é o TTIP? O TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership), tal com outros tratados, está a ser negociado em grande segredo. Tem como finalidade “harmonizar” regulamentos existentes na UE e nos EUA, relativos a uma série de diferentes indústrias. Desafia leis que protegem o meio ambiente, refreiam os interesses corporativos, protegem a segurança alimentar, promovem energias renovadas e contêm práticas arriscadas como a extração do gás de xisto. O TTIP poderá limitar a capacidade das autoridades públicas, em decidir como disponibilizar serviços públicos como a água. Pior, o TTIP irá favorecer as companhias que violarem as leis estabelecidas localmente, e forçar-nos-á a gastar dinheiros públicos, ou na luta contra grandes negócios, ou então que alteremos as nossas leis, de forma a agradar os interesses do capital – ou então as duas hipóteses. Um tribunal arbitral criado acima […]

CINEMA GRÁTIS: One for the river | Cine Café Transatlântico



15 de dezembro, às 21h30 @ Lisboa Vadia (Rua de  S. Mamede 33A, Lisboa) O objetivo deste Cinecafé é promover a discussão, consciência e conhecimento acerca da ISDS (Investor-State Dispute Settlement), também contemplada no TTIP.   O documentário deste mês: “TTIP Might is Right” (2015) evento   Sinopse O acordo de comércio livre proposto entre os Estados Unidos e a Europa (TTIP) causa preocupação acerca do direito europeu à auto-determinação. A parte mais controversa do TTIP é o ISDS – mecanismo de resolução de litígios entre investidores e o Estado ( (investor-state dispute settlement). O ISDS tornará possível que as empresas processem os governos que prejudicarem os seus investimentos. Mas será este sistema de arbitragem, em que poucos advogados de investimento decidem sobre milhões do dinheiro dos contribuintes, uma proteção dos nossos interesses de negócio ou uma ameaça à democracia?   O que é o TTIP? O TTIP (Transatlantic Trade […]

CINEMA GRÁTIS: TTIP Might is right | Cine Café Transatlântico


Para todxs xs cidadãxs | Entrada grátis 17 de novembro, às 21h30 Lisboa Vadia (Rua de  S. Mamede 33A, Lisboa) evento no FB O objetivo deste Cinecafé é promover a discussão, consciência e conhecimento acerca da privatização da água, também contemplada no TTIP. O TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership), tal com outros tratados, está a ser negociado em grande segredo. Tem como finalidade “harmonizar”  regulamentos existentes na UE e nos EUA, relativos a uma série de diferentes indústrias. Desafia leis que protegem o meio ambiente, refreiam os interesses corporativos, protegem a segurança alimentar, promovem energias renovadas e contêm práticas arriscadas como a extração do gás de xisto.   O TTIP poderá limitar a capacidade das autoridades públicas, em decidir como disponibilizar serviços públicos como a água. Pior, o TTIP irá favorecer as companhias que violarem as leis estabelecidas localmente, e forçar-nos-á a gastar dinheiros públicos, ou na luta contra […]

Cinema grátis: documentário FLOW | Cine-Café Transatlântico



Depois de organizar em Lisboa o encontro de activistas REAGE-CRIA COMUNIDADE, a Academia Cidadã está presente em Varsóvia para o encontro dedicado ao tema da Cultura. Juntxs estamos a partilhar alternativas à austeridade sustentáveis e com respeito pela cidadania europeia, bem como pelos direitos humanos. Soluções que, através da cultura e do empoderamento cívico, têm em conta as pessoas, os animais e a natureza, em vez de apenas os mercados e os grandes interesses financeiros. Mais informações aqui. Acção de apoio axs antigxs trabalhadorxs da gigante e histórica fábrica de tractores Ursus, que viram o seu posto de trabalho desmantelado progressivamente e que hoje pedem a criação de um museu.  

Reage-Cria Cultura em Varsóvia. Estamos presentes!


ENTRADA GRÁTIS – 20/10/15 21:30 Vem beber um café ou aparece antes para jantar e, no final do filme, debater connosco a tua segurança e privacidade. Local: Rua de São Mamede ao Caldas nº 33 A Lisboa Organização: parceria entre a Academia Cidadã e Lisboa Vadia ‘Em Janeiro de 2013, a documentarista Laura Poitras recebe um “email” encriptado de alguém que se denomina de “Citizenfour”. Nessa mensagem, são-lhe oferecidas informações inéditas sobre práticas de escutas ilegais da Agência de Segurança Nacional (NSA) e outros serviços secretos norte-americanos. Poitras trabalhava há anos num filme sobre a monitorização de escutas efectuadas no pós-11 de Setembro e utilizadas ilegalmente pelos serviços de segurança dos EUA. Em Junho do mesmo ano, ela e o repórter Glenn Greenwald decidem viajar até Hong Kong (China), para o primeiro de muitos encontros com o autor daquela mensagem, que mais tarde se apresenta pelo nome de Edward Snowden. […]

Exibição do documentário “CITIZENFOUR” | Cine-Café Transatlântico



O que pensas dos organismos geneticamente modificados? Junta-te a conversar à mesa do café, no Lisboa Vadia, no dia 19 de maio, a partir das 21h30. E vem assistir ao documentário GMO OMG. Antes e depois a conversa estará animada, porque o tema dá muito que falar. A entrada é gratuita!   Clica na imagem para abrir o evento no facebook:   Desde os anos 50 têm sido desenvolvidas inúmeras experiências de engenharia genética, aplicadas à indústria agro-alimentar. O objetivo é obter organismos geneticamente modificados (OGM), cujas características interessem ao produtor, por exemplo um cereal resistente aos vírus, insetos e herbicidas. É em 1994 que se produz o primeiro alimento geneticamente modificado, e ao mesmo tempo transgénico, um tomate com a propriedade de ter um amadurecimento retardado.   Contudo, os perigos que estas novas formas de vida representam para nós e para o meio ambiente são ainda em grande parte […]

Sabes o que andas a comer? Vem conversar e assistir ao GMO OMG


O futuro do planeta está nas tuas mãos. Vem assistir ao documentário Gasland e debater abertamente sobre o “fracking”, ou fracturação hidráulica, técnica que permite a extração de gás de xisto, considerado um dos processos de produção de energia mais agressivos ambientalmente.   A tua ajuda é muito importante: confirma a tua presença e partilha o evento no facebook, aqui.   Quinta-feira, 16 de Abril, às 21:30, no Lisboa Vadia (Rua de São Mamede ao Caldas nº 33 a, Alfama)   A técnica de extração do gás não convencional consiste na injeção de toneladas de água misturada com produtos químicos e areia para gerar fraturas na rocha. Toda a água usada no processo de extração retorna à superfície, poluída por hidrocarbonetos e por outros compostos e metais presentes na rocha, bem como pelos próprios aditivos químicos.   O desenvolvimento não pode ser só crescimento económico. Tem que ser sustentável e […]

GASLAND exibição grátis + debate | 1º Cine-Café Transatlântico



O estúdio da pianista Vera Prokic sai à rua pela segunda vez. Porque em Abril a cultura está na rua – na madrugada de Sábado para Domingo (12-13 Abril) às 2 horas da manhã. Poesia erótica e satírica dita pelo actor José Neto e António Serzedelo. Apresentação: Eládio Clímaco Local: R. Nova da Ribeira,14, CAIS DO SODRÉ (atrás do Mercado da Ribeira), Lisboa Evento GRATUITO Facebook: https://www.facebook.com/events/386719511470038/ Apoio: Grupo de Acção Cultural da Academia Cidadã

Piano Aquário, em Abril na rua