Diário de Bordo I Dia 15 I Como okupar um rio


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O projeto Rios Livres do GEOTA estabelece uma parceria com o projeto Como okupar um rio

Na medida em que contribui com um importante conhecimento científico, bem como com uma grande experiência, na defesa dos nossos rios.

 

Foi durante uma pequena vaga de tempo encontrada numa agenda bastante preenchida, que a Ana e o Pedro nos receberam nas instalações do GEOTA. Pensamos em filmar a entrevista na rua, mas aquela manhã de dezembro mostrava-se demasiado chuvosa para  tal. A entrevista começou com uma apresentação do que é o Rios Livres e dos seus objetivos: o projeto surge como resposta e para questionar o Programa Nacional de Barragens, considerando-o “uma das maiores ameaças aos rios portugueses”. Assim, é missão do Rios Livres travar a construção das barragens aí previstas, bem como “provar que há outras formas menos agressivas e mais baratas de obter energia, em detrimento da produzida pelas grandes barragens”. O Rios Livres quer ainda sensibilizar as populações para “a urgência de proteger e preservar rios selvagens portugueses, divulgando as suas caraterísticas e relacionando-as com modelos de desenvolvimento sustentáveis”.

A conversa com a Ana e com o Pedro permitiu-nos inaugurar, dentro do Como okupar um rio, a discussão dos rios enquanto bens comum, de forma mais séria e sustentada. Os dois ativistas ambientais defendem que a gestão dos rios deve caber não só às autoridades locais, mas também às populações. Pois um rio é um bem comum, e como tal, deve haver um envolvimento de todas as pessoas na sua gestão.

A conversa deu azo a que algumas importantes questões se levantassem:

O que acontece quando as pessoas não são envolvidas na gestão dos rios?

Como contrariar esse afastamento e promover uma maior ligação entre as populações e os rios?

Que procedimentos devem ser adotados, por parte dos governos e das autarquias, de forma a promover a aproximação das pessoas e dos rios e assim reproduzir interesses comuns?

Que instrumentos de gestão promovem essa aproximação?

 

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