{"id":3585,"date":"2019-03-09T13:03:20","date_gmt":"2019-03-09T13:03:20","guid":{"rendered":"http:\/\/academiacidada.org\/?p=3585"},"modified":"2019-03-09T13:03:26","modified_gmt":"2019-03-09T13:03:26","slug":"a-decada-em-que-se-voltou-a-exigir-democracia-na-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/academiacidada.org\/en\/a-decada-em-que-se-voltou-a-exigir-democracia-na-rua\/","title":{"rendered":"A d\u00e9cada em que se voltou a exigir democracia na rua"},"content":{"rendered":"\n<p>P\u00fablico,  13 de Maio de 2018 <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMovimento das pra\u00e7as\u201d ou \u201cnovos novos  movimentos sociais\u201d. Seja qual for o nome que se lhe d\u00ea, algo de novo  aconteceu nesta d\u00e9cada, um novo ciclo de protestos herdeiro do Maio de  68, mas distinto dele. Sistemas partid\u00e1rios foram estilha\u00e7ados, novas  solu\u00e7\u00f5es governativas encontradas. \u201cO Manifestante\u201d veio para ficar?<\/p>\n\n\n\n<p>Maio de 1968, Paris: \u201cSejam realistas, exijam o imposs\u00edvel.\u201d Mar\u00e7o de\n 2011, Lisboa: \u201cInevit\u00e1vel \u00e9 a tua tia.\u201d O Maio de 68 morreu ou est\u00e1 \nmais presente do que nunca como refer\u00eancia? Nunca teve a import\u00e2ncia que\n muitos lhe atribu\u00edram? Hoje, revoltamo-nos mais ou menos? H\u00e1 50 anos \nexig\u00edamos direitos c\u00edvicos e agora s\u00f3 nos manifestamos por quest\u00f5es \nmateriais? O que nos revolta faz-nos sair \u00e0 rua ou grande parte do \nactivismo social acontece <em>online<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<p>As respostas n\u00e3o s\u00e3o consensuais. Se ainda h\u00e1 muitos que na academia \nse dedicam aos \u201clongos anos 60\u201d e ao ciclo de protestos que come\u00e7ou na \nd\u00e9cada anterior e s\u00f3 terminou na seguinte, do M\u00e9xico ao Paquist\u00e3o, \ntamb\u00e9m j\u00e1 h\u00e1 quem publique investiga\u00e7\u00f5es sobre a d\u00e9cada em que vivemos e\n a vaga de movimentos sociais e activismo a que assistimos. Movimentos \nque come\u00e7aram por responder a uma crise da banca e da d\u00edvida e acabaram a\n p\u00f4r em causa a democracia representativa, o capitalismo ultraliberal e a\n forma como nos organizamos em comunidade, comunicamos, nos movimentamos\n ou comemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Era de novo Primavera e 40 anos depois de 68 voltou a ser exigido o \nimposs\u00edvel. Da Avenida Habib Bourguiba de Tunes \u00e0s Portas do Sol de \nMadrid, da Tahrir do Cairo ao Occupy Wall Street, passando pela Avenida \nda Liberdade e pelo Rossio. Em 2008, falia o banco de investimentos \nLehman Brothers. As consequ\u00eancias que muitos recusaram antecipar n\u00e3o \ndemoraram. Bolhas imobili\u00e1rias resultaram em casas abandonadas, \nhipotecas por pagar; um sistema de bolsa com demasiada imagina\u00e7\u00e3o e \ngan\u00e2ncia e institui\u00e7\u00f5es financeiras foram resgatados com o dinheiro que \nos governos passaram a dizer n\u00e3o dispor para manter as garantias de um \nEstado social.<\/p>\n\n\n\n<p>Revoltas contra ditaduras desencadeadas pela mistura explosiva de \ndesfavorecidos desesperados e classe m\u00e9dia politizada e mantida \u00e0 margem\n das decis\u00f5es pol\u00edticas. Tudo ajudado pela rapidez com que as redes \nsociais permitem comunicar, mobilizar e difundir imagens de repress\u00e3o ou\n protesto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256356?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718&#8243; data-resize=&#8221;7beiad-interchange&#8221; id=&#8221;7beiad-interchange&#8221; data-l=&#8221;mncofw-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        Manifesta\u00e7\u00e3o organizada pelo movimento Gera\u00e7\u00e3o \u00e0 Rasca, em 11 de Mar\u00e7o de 2011\nDaniel Rocha                    \n                \n                \n                    \n                        <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sejam realistas, exijam o imposs\u00edvel&#8221;, um dos <em>slogans<\/em> mais marcantes do Maio de 68 GERARD-AIME\/Gamma-Rapho via Getty Images                                      <\/p>\n\n\n\n<p>Uma e outra vez a mesma descri\u00e7\u00e3o: \u201cSa\u00ed \u00e0 rua a medo, primeiro n\u00e3o vi\n quase ningu\u00e9m, pensei que era um fracasso, depois come\u00e7aram a aparecer \npessoas vindas de todos os lados\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A frase \u00e9 de Lina ben Mhenni, activista tunisina, mas podia ser do \nportugu\u00eas Jo\u00e3o Labrincha ou de um dos primeiros espanh\u00f3is a acampar no \ncentro de Madrid. \u00c9 quase igual \u00e0 que ouvimos em conversa com Alaa \nal-Aswany, um dos grandes cronistas da revolta eg\u00edpcia, roubada uma e \noutra vez pelos militares. Aswany falava do dia em que um milh\u00e3o fez \ntransbordar a Pra\u00e7a Tahrir do Cairo. Labrincha tem na cabe\u00e7a o 12 de \nMar\u00e7o de 2011, data da primeira de v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es, as maiores em \nPortugal desde o 1.\u00ba de Maio de 1974.<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/n1829706\">\n        \n                <\/a><\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256426?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=600&amp;h=336&amp;act=cropResize, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256426?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=183&amp;h=103&amp;act=cropResize, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                        <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256426?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=366&amp;h=206&amp;act=cropResize, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; data-resize=&#8221;ejg4ll-interchange&#8221; id=&#8221;ejg4ll-interchange&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256426?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=183&amp;h=103&amp;act=cropResize&#8221; data-l=&#8221;ftkb4k-l&#8221;&gt;\n\n\n        \n        \n            <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Duas mem\u00f3rias sobre hoje e n\u00e3o o Maio de 68<\/h3>\n\n\n\n<p>Para alguns, este ciclo est\u00e1 terminado \u2013 outros, como a fil\u00f3sofa \nMarina Garc\u00e9s, nascida em Barcelona e a ensinar em Sarago\u00e7a, olham para o\n mundo \u201cem insurrei\u00e7\u00e3o permanente\u201d. Graeme Hayes, investigador na \nUniversidade de Aston, Reino Unido, especialista em movimentos sociais e\n desobedi\u00eancia civil, acredita pelo menos que os movimentos nascidos do \ncombate \u00e0s pol\u00edticas a que chamamos de austeridade se transformou mas \npermanece de boa sa\u00fade e pode ser \u201cremobilizado\u201d assim que for preciso. E\n esse momento chegar\u00e1, inevitavelmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs contradi\u00e7\u00f5es do \ncapitalismo n\u00e3o foram resolvidas, as pol\u00edticas de austeridade n\u00e3o \nacabaram com os problemas e a crise ainda c\u00e1 est\u00e1, latente. Em breve, \nvoltaremos a ser pressionados\u201d, defende Hayes em conversa com o P2. \u201cAs \ncr\u00edticas \u00e0 natureza da democracia representativa deixaram marca e foram \nimportantes.\u201d Hayes j\u00e1 publicou v\u00e1rios artigos sobre os \u201cregimes de \nausteridade\u201d e o \u201cmovimento das pra\u00e7as\u201d. Em Agosto, chegar\u00e1 \u00e0s bancas o \nlivro <em>Breaking Laws: Violence and Civil Disobedience in Protest<\/em>, de que \u00e9 co-autor com as francesas Isabelle Sommier e Sylvie Ollitrault.<\/p>\n\n\n\n<p>Se\n o soci\u00f3logo Alain Touraine descreveu aquilo a que se assistiu nos \n\u201clongos anos 60\u201d \u2013 e de que 68 se tornou s\u00edmbolo \u2013 como \u201cnovos \nmovimentos sociais\u201d, j\u00e1 h\u00e1 quem chame \u201cnovos novos movimentos sociais\u201d \nao que vivemos desde o fim da d\u00e9cada passada, in\u00edcio da actual, explica \nGuya Accornero, especialista em sociologia dos movimentos sociais do \nCentro de Investiga\u00e7\u00e3o e Estudos de Sociologia do ISCTE que n\u00e3o gosta \nespecialmente deste termo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sonhos e hipocrisias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cMaio\n destruiu a hipocrisia moral\u201d, sentenciou um dos l\u00edderes da insurrei\u00e7\u00e3o \noriginal, na Universidade de Nanterre, Daniel Cohn-Bendit, que chegou a \nl\u00edder do Grupo dos Verdes no Parlamento Europeu. Para o pai de Antoine \nGu\u00e9gan, G\u00e9rard, que sem ser estudante acabou quase por acaso a ocupar o <em>campus<\/em>\n de Sorbonne-Nouvelle, Censier, foram semanas a falar de \u201csonhos\u201d e \n\u201cutopias\u201d, com \u201ctoda a gente convencida de que estava a acontecer algo \nimpressionante\u201d.<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=960, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=640, xmedium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, xmedium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1024, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2048, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718, large]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1436, large-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256366?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718&#8243; data-resize=&#8221;16nxc6-interchange&#8221; id=&#8221;16nxc6-interchange&#8221; data-l=&#8221;2kw0ov-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        Daniel Cohn-Bendit, de bra\u00e7o no ar, numa \nmanifesta\u00e7\u00e3o depois da evacua\u00e7\u00e3o da Sorbonne, em Paris, em Maio de 68\nJack Burlot\/Apis\/Sygma\/Sygma via Getty Images                    \n                \n                \n                    \n                        <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=960, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=640, xmedium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, xmedium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1024, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2048, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718, large]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1436, large-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256365?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718&#8243; data-resize=&#8221;x75er5-interchange&#8221; id=&#8221;x75er5-interchange&#8221; data-l=&#8221;5rtiux-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        \u201cA gera\u00e7\u00e3o de 68 \u00e9 incapaz de compreender o \nmal-estar e o descontentamento que atravessa a nossa juventude\u201d, diz \nAntoine Gu\u00e9gan, 27 anos, professor franc\u00eas que esteve nas recentes \nmanifesta\u00e7\u00f5es em Paris em protesto contra a nova lei do ensino superior\nJeff J Mitchell\/Getty Images                    \n                \n<\/p>\n\n\n\n<p>Antoine, 27 anos, a mesma idade que o pai tinha em 68, acaba de passar tr\u00eas semanas no mesmo <em>campus<\/em>,\n atr\u00e1s de barricadas, numa ocupa\u00e7\u00e3o em protesto contra a nova lei do \nensino superior que a pol\u00edcia antimotim interrompeu a 30 de Abril, um \ndia antes de Maio. Para este professor em Censier, aluno de doutoramento\n noutra universidade, pelo menos em Fran\u00e7a, \u201ca maioria dos estudantes \nrejeita a aproxima\u00e7\u00e3o ao Maio de 68\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Acima de tudo, diz, trata-se\n \u201cda incompreens\u00e3o face a figuras essenciais do Maio de 68, como Daniel \nCohn-Bendit ou Romain Goupil, que se tornaram c\u00e3es de guarda de \n[Emmanuel] Macron\u201d. E da convic\u00e7\u00e3o de que \u201ca gera\u00e7\u00e3o de 68 \u00e9 incapaz de \ncompreender o mal-estar e o descontentamento que atravessa a nossa \njuventude\u201d. Os jovens que hoje ocupam universidades em Paris \ninspiraram-se \u201cem alguns dos seus modelos de ac\u00e7\u00e3o\u201d, tentando, ao mesmo \ntempo, \u201cafastar-se desta heran\u00e7a pesada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Liberdade, igualdade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Quais\n eram os gritos de 68? Liberdade face a uma sociedade autorit\u00e1ria e \nconservadora, combate contra as desigualdades e um mundo onde o consumo \nse impunha como objectivo \u00faltimo, cr\u00edtica da democracia representativa \n(com o ideal da democracia permanente ou participativa) e desconfian\u00e7a \nface ao poder, a afirma\u00e7\u00e3o da autonomia do indiv\u00edduo\u2026 Solidariedade \ntamb\u00e9m, com os oper\u00e1rios que em Janeiro tinham erguido as primeiras \nbarricadas e que acabariam por ultrapassaram os nove milh\u00f5es em greve. E\n igualdade, n\u00e3o s\u00f3 entre classes mas entre povos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSomos todos \njudeus alem\u00e3es\u201d, gritou-se numa das maiores manifesta\u00e7\u00f5es de Maio, em \nParis, a fazer lembrar o \u201cSomos todos refugiados\u201d dos \u00faltimos anos. \n\u201cNingu\u00e9m se apaixona por uma taxa de crescimento\u201d, foi outro dos <em>slogans<\/em>\n de 68, a lembrar que os que o fizeram, como os que sa\u00edram \u00e0 rua e \nocuparam as pra\u00e7as na presente d\u00e9cada, se inscrevem numa hist\u00f3ria da \nmobiliza\u00e7\u00e3o social. Que por mais que alguns queiram, o presente bebe do \npassado e aprende com ele, nem que seja para fazer diferente, para \ntentar ser mais consequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre uma e outra d\u00e9cada, \ndesenvolveu-se o Movimento Antiglobaliza\u00e7\u00e3o ou Movimento de Justi\u00e7a \nGlobal, o combate dos ambientalistas, reanimou-se o Movimento contra a \nGuerra e o cooperativismo, come\u00e7aram a surgir iniciativas de economia \nsocial.<\/p>\n\n\n\n<p>O Maio de 68 tamb\u00e9m foi uma festa. No pico da crise, as \nocupa\u00e7\u00f5es de pra\u00e7as e as enormes manifesta\u00e7\u00f5es, os movimentos \nantidespejo em Espanha ou as revoltas \u00e1rabes tiveram mais de deprimente \ndo que de festivo, com medidas frequentes a obrigar a um estado de \nreac\u00e7\u00e3o permanente, cargas policiais&#8230; Mas entre muitas l\u00e1grimas e \nmortos tamb\u00e9m houve fogo-de-artif\u00edcio na Tahrir, entre perda de direitos\n e de qualidade vida, viram-se risos no 12 de Mar\u00e7o e ateliers de dan\u00e7a \nno acampamento dos Indignados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Respirar e construir<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Agora,\n pelo menos em Portugal, \u201crespira-se melhor\u201d, diz Labrincha. \u201cH\u00e1 menos \nfome, menos precariedade, existe uma janela de esperan\u00e7a. Continuamos a \nter um desemprego enorme (mascarado) e muita precariedade, mas os \npequenos avan\u00e7os, como a actual solu\u00e7\u00e3o governativa, ajudam a que haja \num esp\u00edrito menos pesado. H\u00e1 mais alegria e as din\u00e2micas s\u00e3o mais de \nconstru\u00e7\u00e3o do que de contesta\u00e7\u00e3o\u201d, diz o activista que continua na \nAcademia Cidad\u00e3, que co-fundou na sequ\u00eancia do protesto da \u201cgera\u00e7\u00e3o \u00e0 \nrasca\u201d, e se mant\u00e9m envolvido em diferentes movimentos.<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=960, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=640, xmedium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, xmedium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1024, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2048, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718, large]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1436, large-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256367?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718&#8243; data-resize=&#8221;u0abn8-interchange&#8221; id=&#8221;u0abn8-interchange&#8221; data-l=&#8221;gi5snq-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        Jo\u00e3o Labrincha: &#8220;Continuamos a ter um desemprego\n enorme (mascarado) e muita precariedade, mas os pequenos avan\u00e7os, como a\n actual solu\u00e7\u00e3o governativa, ajudam a que haja um esp\u00edrito menos \npesado.&#8221;\nOxana Ianin\/Arquivo                    \n                \n<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal, Espanha, It\u00e1lia ou Gr\u00e9cia mudaram de forma fundamental nos \n\u00faltimos anos. Em Espanha, o Democracia Real J\u00e1! (\u201co futuro \u00e9 agora\u201d, \ngritava-se em 68) e os Indignados deram origem ao que hoje \u00e9 o terceiro \npartido do pa\u00eds, o Podemos, de Pablo Iglesias, e as dezenas de \nmovimentos cidad\u00e3os que lideram e participam em governos municipais e \nauton\u00f3micos \u2013 a elei\u00e7\u00e3o de Ada Colau, uma das mais conhecidas figuras da\n PAH, a Plataforma Anti-Hipotecas que paralisou centenas e centenas de \ndespejos, para a C\u00e2mara de Barcelona, foi o expoente desta passagem do \nactivismo \u00e0 pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, o renascer da din\u00e2mica de \nassocia\u00e7\u00f5es de bairros (criadas durante a ditadura) que a crise e o 15-M\n provocaram n\u00e3o morreu; independentemente do que se possa pensar do \nprocesso independentista catal\u00e3o, sem essa din\u00e2mica de civismo, o \nreferendo ilegal de 1 de Outubro, fortemente reprimido pela pol\u00edcia, n\u00e3o\n teria sido poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto na Isl\u00e2ndia se derrubaram governos e\n prenderam banqueiros, na Gr\u00e9cia, que sofreu como nenhum outro pa\u00eds \neuropeu a dureza da austeridade, o sistema partid\u00e1rio entrou em colapso,\n mas o partido que foi farol de toda a esquerda antiausterit\u00e1ria, o \nSyriza, rapidamente se vergou perante a intransig\u00eancia da <em>troika<\/em> (Comiss\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monet\u00e1rio Internacional).<\/p>\n\n\n\n<p>Em\n It\u00e1lia, depois de uma s\u00e9rie de primeiros-ministros n\u00e3o eleitos \u2013 com o \nafastamento de Silvio Berlusconi por press\u00e3o de Bruxelas e a sua \nsubstitui\u00e7\u00e3o por Mario Monti, no final de 2011, a representar o grau \nzero da democracia \u2013 caminha-se agora para um governo formado pelos mais\n votados e liderado por um partido populista e fascista, a Liga, em \ncoliga\u00e7\u00e3o com o Movimento 5 Estrelas, o partido antipartidos e \nantipol\u00edtica \u2013 express\u00e3o m\u00e1xima no pa\u00eds do <em>slogan <\/em>\u201cN\u00e3o nos representam\u201d do 15-M.<\/p>\n\n\n\n<p>O\n regresso do nacionalismo e do fechar de fronteiras a que assistimos em \ngrande parte da Europa, como na elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump, s\u00e3o t\u00e3o \nconsequ\u00eancias da crise como o Podemos, os movimentos Morar em Lisboa ou \nStop Despejos! ou o Governo socialista apoiado pelo Bloco de Esquerda e \npelo PCP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Governo portugu\u00eas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cEm \nPortugal, o impacto foi diferente do que em Espanha, onde a cultura de \nactivismo \u00e9 maior, o que tem que ver com a transi\u00e7\u00e3o. Mas foi enorme. \nSem 12 de Mar\u00e7o e Que Se Lixe a Troika, n\u00e3o teria havido \u2018geringon\u00e7a\u2019 e o\n pa\u00eds n\u00e3o teria o \u00fanico Governo n\u00e3o austerit\u00e1rio da Europa\u201d, sustenta \nGuya Accornero. A investigadora e professora lembra que entre os \nprimeiros subscritores do Que Se Lixe a Troika j\u00e1 estavam pol\u00edticos, \ncomo a vereadora da Habita\u00e7\u00e3o de Lisboa, Paula Marques. \u201cO movimento \nintegrou actores que dentro das institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 defendiam e preparavam \ncaminho para novas solu\u00e7\u00f5es de governo\u201d \u2013 a sua concretiza\u00e7\u00e3o \u00e9 a grande\n consequ\u00eancia.        \n            Sem 11 de Mar\u00e7o e Que Se Lixe a Troika, n\u00e3o teria \nhavido \u2018geringon\u00e7a\u2019 e o pa\u00eds n\u00e3o teria o \u00fanico Governo n\u00e3o austerit\u00e1rio \nda Europa\nGuya Accornero                \n\n            \n        \n<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Accornero aponta para movimentos relativamente novos, como o \nHabita e o Stop Despejos!, que \u201cj\u00e1 fazem um trabalho incr\u00edvel quando o \ndireito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais em risco\u201d. Labrincha fala de um \nactivismo que se abriu, saiu de Lisboa e do Porto, e se atomizou em \nmovimentos que trabalham em diferentes \u00e1reas, chegando assim cada vez a \nmais gente. E sim, tamb\u00e9m ele, um dos organizadores do 12 de Mar\u00e7o, \nacredita que sem esse dia o Governo actual nunca teria existido.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrando\n os obst\u00e1culos enfrentados por menos de meia d\u00fazia de \u201cputos mal \nchegados a Lisboa\u201d at\u00e9 serem levados a s\u00e9rio e encontrarem pessoas como \nRaquel Freire e S\u00e9rgio Vitorino, especialmente activos no movimento \nLGBT, que acreditaram neles e, de certa forma, os \u201cvalidaram\u201d, Labrincha\n sabe que foi tudo muito r\u00e1pido. O protesto foi organizado e promovido \nentre o in\u00edcio de Fevereiro e a data do tudo ou nada, mas na sua cabe\u00e7a \nficou \u201ca sensa\u00e7\u00e3o de meio ano de trabalho com poucas horas de sono\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Momento extraordin\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O\n dia 12 de Mar\u00e7o, a partida no Marqu\u00eas de Pombal, as pessoas que \nchegavam \u00e0 Avenida da Liberdade pelas laterais, aquela gigantesca massa \nhumana mudou-o para sempre. \u201cFoi o dia mais incr\u00edvel da minha vida e um \nmomento que recordo at\u00e9 hoje com muita emo\u00e7\u00e3o\u201d, descreve. \u201cFoi \nextraordin\u00e1rio. E foi o momento em que percebi que a minha vida seria \ndedicada ao activismo. Isso tamb\u00e9m trouxe um peso, uma responsabilidade,\n mas que eu tenho prazer em assumir.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o apoio de gente que n\u00e3o\n quis dar a cara, mas que os ajudaram a chegar \u00e0 imprensa e a outros \nactivistas, nada teria sido poss\u00edvel. \u201cMas tamb\u00e9m s\u00f3 tivemos o sucesso \nque tivemos por causa da nossa espontaneidade, por usarmos uma linguagem\n nova, sem v\u00edcios, por tudo o que nos fez ser e parecer algo realmente \ndiferente\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois h\u00e1 o orgulho. Aos 27 anos, idade que \ntinha em Mar\u00e7o de 2011, Labrincha sente que ajudou a \u201cfazer a ponte \nentre as Primaveras \u00c1rabes e os protestos em Espanha\u201d, que come\u00e7ariam em\n Maio, \u201cou os movimentos Occupy\u201d em Londres, Washington e, com menos \ndimens\u00e3o, em cidades de toda a Europa, ou, mais tarde, o pr\u00f3prio \nmovimento do Parque Gezi, de Istambul.<\/p>\n\n\n\n<p>O que nos revolta hoje n\u00e3o \n\u00e9, afinal, assim t\u00e3o diferente do que revoltava quem fez o Maio de 68. \nFaltam-nos as estruturas tradicionais, sindicatos e partidos, ganh\u00e1mos \nas redes sociais e soubemos reinventarmo-nos.<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=960, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=640, xmedium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, xmedium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1024, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2048, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, large]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2560, large-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256368?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280&#8243; data-resize=&#8221;sypann-interchange&#8221; id=&#8221;sypann-interchange&#8221; data-l=&#8221;2gtxx3-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        \nDaniel Rocha                    \n                \n<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De crise em crise<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mas, como lembra Antoine, \n\u201co contexto econ\u00f3mico degradou-se e a nossa gera\u00e7\u00e3o s\u00f3 conheceu uma \nsucess\u00e3o de crises econ\u00f3micas, pol\u00edticas, sociais e ecol\u00f3gicas, e \u00e9 \nverdade que se instalou um cansa\u00e7o geral face ao discurso permanente de \ncrise\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Actualmente, e apesar desse cansa\u00e7o, face \u201ca pol\u00edticas t\u00e3o\n imp\u00e1vidas quanto insolentes e depreciativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 juventude do \npa\u00eds\u201d, o movimento estudantil s\u00f3 pode crescer. Hoje, o que mobiliza os \nestudantes franceses \u00e9 a lei \u201cque visa excluir as classes mais \ndesfavorecidas da universidade, permitindo ao Estado diminuir o n\u00famero \nde estudantes e o or\u00e7amento para o ensino superior\u201d. Isto num pa\u00eds que \nse habituou a ver a sua universidade como \u201clugar onde todos t\u00eam \nhip\u00f3teses de sucesso\u201d. Para Antoine, prova da incompreens\u00e3o dos \npol\u00edticos \u201c\u00e9 a repress\u00e3o policial muito forte, uma viol\u00eancia\u201d que leva \nos \u201cestudantes a levantar o tom e a procurar novas formas de luta\u201d. Ao \nmesmo tempo que \u201cdemonstra como a democracia francesa est\u00e1 doente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Habitualmente,\n a repress\u00e3o provoca uma escalada dos protestos. Aconteceu em Gezi, \nquando uma concentra\u00e7\u00e3o numa cidade se alastrou a 60 prov\u00edncias; em \nAtenas (onde foram mortos manifestantes logo em 2008); aconteceu durante\n algum tempo em Espanha; na Tun\u00edsia ou no Egipto. Em Lisboa chegou a \nhaver cargas policiais. Mas a repress\u00e3o tamb\u00e9m pode assustar, como a \nbrutal resposta do regime s\u00edrio a protestos pac\u00edficos travou movimentos \nde protesto noutros pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tudo menos a revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cSe\n esta situa\u00e7\u00e3o de for\u00e7a se mant\u00e9m, eu deveria, para manter a Rep\u00fablica, \ntomar, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o, outras vias para al\u00e9m do escrut\u00ednio\n imediato do pa\u00eds [legislativas antecipadas]. Em todo o caso, por todo o\n pa\u00eds, e em seguida, deve organizar-se a ac\u00e7\u00e3o c\u00edvica\u201d, foi o discurso \npronunciado na r\u00e1dio pelo ent\u00e3o Presidente Charles De Gaulle, citado por\n Laurent Joffrin no livro <em>Maio de 68. Uma Hist\u00f3ria do Movimento<\/em>.\n Era 30 de Maio e nessa noite dezenas de milhares de gaullistas \nconcentraram-se nos Campos El\u00edsios. \u201cA festa terminou\u201d, escreve Joffrin.<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=960, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=640, xmedium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, xmedium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1024, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2048, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718, large]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1436, large-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256370?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=718&#8243; data-resize=&#8221;q6707q-interchange&#8221; id=&#8221;q6707q-interchange&#8221; data-l=&#8221;vn566g-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        Os l\u00edderes estudantis Daniel Cohn-Bendit, \u00e0 \ndireita, e Jacques Sauvageot, \u00e0 esquerda, durante as manifesta\u00e7\u00f5es do \nMaio de 68\nJack Burlot\/Apis\/Sygma\/Sygma via Getty Images                    \n                \n<\/p>\n\n\n\n<p>Ao agitar o fantasma da guerra civil, De Gaulle \u201clevantou o tabu da \nmorte humana\u201d. \u201cNingu\u00e9m at\u00e9 ent\u00e3o tinha querido matar; ele f\u00e1-lo-ia, se \nnecess\u00e1rio. O Maio de 68 n\u00e3o \u00e9 uma luta de morte para ningu\u00e9m. \u00c9 uma \ninsurrei\u00e7\u00e3o do verbo. [\u2026] Os revolucion\u00e1rios de Maio est\u00e3o dispostos a \ntudo menos \u00e0 verdadeira revolu\u00e7\u00e3o\u201d, escreve.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada \nmorreu-se muito. Na Tun\u00edsia, no Egipto, na S\u00edria, no I\u00e9men, na Turquia, \nmas tamb\u00e9m na Gr\u00e9cia onde houve mortes \u00e0s m\u00e3os da pol\u00edcia mas tamb\u00e9m de \nfrio ou fome. Em Barcelona, nos acampamentos dos Indignados, houve gente\n a perder a vista com balas de borracha disparadas pela pol\u00edcia, o que \nna Tahrir sucedeu com dezenas de activistas e agora voltou a acontecer \ncom uma pessoa, no referendo de 1 de Outubro, na capital catal\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>O\n movimento independentista dos \u00faltimos anos que provocou a maior crise \npol\u00edtica em Espanha desde a transi\u00e7\u00e3o e a deten\u00e7\u00e3o de in\u00fameros \ndirigentes pol\u00edticos acusados de insurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o se enquadra no \nmovimento antiausteridade ou nos protestos das pra\u00e7as. Mas foi a crise, \naliada \u00e0 descren\u00e7a no Governo central, que o alimentou. Os mesmos \nmotivos, exacerbados por den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, m\u00e1 gest\u00e3o e impunidade \nque levaram ao nascimento do 15-M e contribu\u00edram para as revoltas que \ncome\u00e7aram no Magreb.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tudo \u00e9 poss\u00edvel<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O \nque a maioria dos catal\u00e3es quer \u00e9 o direito a votar sobre o seu futuro \npol\u00edtico. Claro que nada \u00e9 assim t\u00e3o simples. O que alimenta este desejo\n \u00e9 a possibilidade de um sonho, de come\u00e7ar de novo, de sentir que tudo \u00e9\n poss\u00edvel, como em 68 ou em Janeiro de 2011 na Tun\u00edsia. \u201cO Maio de 68 \nfoi vivido por muitos como o momento zero de choque cognitivo: \u2018Tudo \u00e9 \nposs\u00edvel\u2019\u201d, diz Accornero.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a Catalunha: \u201cJulgo que isto \nacontece em momentos em que as pessoas deixam de confiar nas \ninstitui\u00e7\u00f5es e n\u00e3o h\u00e1 nenhuma for\u00e7a que as mantenha de p\u00e9. S\u00e3o momentos \nde crise, ruptura, incerteza e grandes expectativas. Se n\u00f3s n\u00e3o \nreconhecemos as institui\u00e7\u00f5es, estas sofrem um abalo.\u201d Em democracia, as \nestruturas precisam na nossa confian\u00e7a para se legitimarem. Ora, muitos \ncatal\u00e3es deixaram de reconhecer Madrid.<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=960, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=640, xmedium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, xmedium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1024, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2048, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=398, large]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=796, large-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256371?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=398&#8243; data-resize=&#8221;i2eksd-interchange&#8221; id=&#8221;i2eksd-interchange&#8221; data-l=&#8221;asuapy-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        Graeme Hayes: \u201cAs contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo \nn\u00e3o foram resolvidas, as pol\u00edticas de austeridade n\u00e3o acabaram com os \nproblemas e a crise ainda c\u00e1 est\u00e1, latente. Em breve, voltaremos a ser \npressionados\u201d\nDR                    \n                \n<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a hist\u00f3ria desta d\u00e9cada faz-se precisamente de contesta\u00e7\u00e3o da \nautoridade, das institui\u00e7\u00f5es, da ideia de inevitabilidade que os \npol\u00edticos, um pouco por todo o mundo, tentaram vender \u00e0s suas \npopula\u00e7\u00f5es. Na Europa e nos Estados Unidos, \u201cdesresponsabilizando-se e \ncedendo o seu poder \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es \nfinanceiras, aos mercados\u201d, diz Graeme Hayes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O manifestante<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Entretanto,\n como sublinha Labrincha, o estigma que ainda sobrevivia sobre a ideia \nde activista ou activismo come\u00e7ou a desaparecer, \u201capropriado at\u00e9 pela \npr\u00f3pria publicidade\u201d ou \u201clegitimado\u201d, como lembra Accornero, pela \nescolha da revista <em>Time<\/em> para Pessoa do Ano, em 2011, \u201cO \nManifestante\u201d. Ao mesmo tempo, defende Hayes, \u201ca desobedi\u00eancia civil, \numa t\u00e9cnica de protesto n\u00e3o violento que permite a pequenos movimentos \nserem mais eficazes e vis\u00edveis\u201d, tamb\u00e9m come\u00e7ou a ser vista cada vez por\n mais gente como \u201cleg\u00edtima\u201d, uma forma de sublinhar \u201cque \u00e9 o pr\u00f3prio \nEstado que est\u00e1 a abusar da lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Espanha, isso foi uma \nconstante, das tentativas para impedir despejos executados por pol\u00edcias \naos movimentos criados para recusar pagar um novo imposto, o \u201ceuro por \nreceita\u201d (que a Justi\u00e7a acabaria por considerar inconstitucional), aos \nm\u00e9dicos que recusaram cumprir a lei que os impedia de atender pessoas em\n situa\u00e7\u00e3o irregular. Com consequ\u00eancias como senten\u00e7as judiciais a anular\n leis, ju\u00edzes a procurarem formas criativas para n\u00e3o fazerem cumprir \nleis injustas (e contr\u00e1rias aos direitos humanos), desobedecer passou a \nser visto como uma forma de defender a democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>A desobedi\u00eancia\n civil, nota Hayes, concretiza-se quase sempre por uma \u201cocupa\u00e7\u00e3o de \nespa\u00e7o, um reclamar do espa\u00e7o p\u00fablico, mostrando que se tem legitimidade\n para o fazer e produzindo di\u00e1logo nesse processo\u201d. Trata-se de uma \nt\u00e9cnica muito \u201ctang\u00edvel\u201d e que \u201cmuitas vezes leva \u00e0 deten\u00e7\u00e3o, o que \nobriga os envolvidos a explicar-se publicamente\u201d e assim promover a sua \ncausa.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para a desobedi\u00eancia como \u201cuma forma leg\u00edtima \n(porque n\u00e3o \u00e9 violenta) mas de alto risco de praticar activismo\u201d, Hayes \nlembra que quem o faz \u201cinscreve a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria noutra, que \nremete para Ghandi e Martin Luther King\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As nossas ruas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A\n ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico, a conquista das pra\u00e7as, \u201c\u00e9 uma forma de \ndizer \u2018isto pertence-nos\u2019\u201d. Face a uma democracia que perdia o <em>demos<\/em>, \u201co povo\u201d, o povo recuperou a <em>agora<\/em>.\n As decis\u00f5es importantes nas Portas do Sol eram tomadas por vota\u00e7\u00e3o de \nbra\u00e7o no ar, na Tahrir chegaram a organizar-se consultas em urna, na \nAcademia Cidad\u00e3 tudo se decide por consenso.<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=960, small-retina]<\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=640, xmedium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, xmedium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1024, medium]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2048, medium-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280, large]<\/p>\n\n\n\n<p>,\n                                <\/p>\n\n\n<p>[https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=2560, large-retina]<\/p>\n\n\n\n<p>&#8221; alt=&#8221;P\u00daBLICO -&#8221; src=&#8221;https:\/\/imagens.publicocdn.com\/imagens.aspx\/1256372?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG&amp;w=1280&#8243; data-resize=&#8221;yib78c-interchange&#8221; id=&#8221;yib78c-interchange&#8221; data-l=&#8221;cqwa54-l&#8221; data-pswp=&#8221;pushed&#8221; data-events=&#8221;resize&#8221;&gt;\n                        \n                            Foto\n                            \n                        \n                    \n                    \n                        Guya Accornero: \u201cJulgo que [as revolu\u00e7\u00f5es] \nacontecem em momentos em que as pessoas deixam de confiar nas \ninstitui\u00e7\u00f5es e n\u00e3o h\u00e1 nenhuma for\u00e7a que as mantenha de p\u00e9. S\u00e3o momentos \nde crise, ruptura, incerteza e grandes expectativas.\u201d\nDaniel Rocha                    \n                \n<\/p>\n\n\n\n<p>Accornero fala dos limites de um ciclo de protestos transnacional (e \nn\u00e3o internacional) em que os temas globais se unem \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es \nlocais. Apesar da partilha de experi\u00eancias e modos de actua\u00e7\u00e3o, \u00e9 \ndif\u00edcil pensar num movimento unido em torno de um tema essencial. \nAntoine tamb\u00e9m defende que, apesar de haver \u201cum movimento global, \u00e9 \ndif\u00edcil para j\u00e1 antecipar uma converg\u00eancia de lutas de um ponto de vista\n mundial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Hayes lembra que o que de bom saiu da crise de \nrefugiados na Europa foi a cria\u00e7\u00e3o de um activismo transnacional, com \nnovas ONG e activistas \u201ca perceberem que o Estado-na\u00e7\u00e3o n\u00e3o era a forma \nideal de luta\u201d. A Academia Cidad\u00e3, com sede em Lisboa, integra o F\u00f3rum \nC\u00edvico Europeu que \u201cfaz <em>lobby<\/em> junto dos eurodeputados e da \npr\u00f3pria Comiss\u00e3o Europeia em temas como pol\u00edticas de habita\u00e7\u00e3o ou a \nnecessidade de democratizar a pr\u00f3pria UE e abrir as institui\u00e7\u00f5es \neuropeias \u00e0 participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ler Mais<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\n      <a href=\"http:\/\/publico.pt\/1861989\">\n        \n      Prefere ler em papel ou no ecr\u00e3? A ci\u00eancia responde: h\u00e1 uma superioridade do papel<\/a>\n    <\/li><li>\n      <a href=\"http:\/\/publico.pt\/1864275\">\n        \n      Desenganemo-nos<\/a>\n    <\/li><li>\n      <a href=\"http:\/\/publico.pt\/1864689\">\n        \n      Di\u00e1rio<\/a>\n    <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>E se Hayes acredita que o \u201cmovimento das pra\u00e7as\u201d est\u00e1 \na\u00ed para ser remobilizado a qualquer momento, Labrincha deixa um aviso: \n\u201cImagino que um pr\u00f3ximo Governo mais conservador em Portugal deva ter \nmedo. Agora, h\u00e1 ra\u00edzes e bases que n\u00e3o t\u00ednhamos. No momento em que \nvoltar a ser preciso reagir, isso vai acontecer com muito mais for\u00e7a e \nfoco.\u201d Entretanto, pelo menos na Catalunha, onde o \u00faltimo governo eleito\n est\u00e1 entre a pris\u00e3o e o estrangeiro, vai continuar a gritar-se: \u201cAs \nruas ser\u00e3o sempre nossas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Brevemente, em Bruxelas, no Museu da \nHist\u00f3ria Europeia, passar\u00e3o a estar expostos alguns cartazes do 12 de \nMar\u00e7o, conta Labrincha. Talvez l\u00e1 v\u00e1 parar aquele onde se lia \n\u201cInevit\u00e1vel \u00e9 a tua tia\u201d, repto claro e directo aos pol\u00edticos para \nvoltarem a fazer aquilo que os eleitos deles esperam, decidir, fazer \nop\u00e7\u00f5es ou, simplesmente, fazer pol\u00edtica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00fablico, 13 de Maio de 2018 \u201cMovimento das pra\u00e7as\u201d ou \u201cnovos novos movimentos sociais\u201d. Seja qual for o nome que se lhe d\u00ea, algo de novo aconteceu nesta d\u00e9cada, um novo ciclo de protestos herdeiro do Maio de 68, mas distinto dele. Sistemas partid\u00e1rios foram estilha\u00e7ados, novas solu\u00e7\u00f5es governativas encontradas. \u201cO Manifestante\u201d veio para ficar? 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