Nova Europa | Cidades em Transição


Os ideais para discutirmos e criarmos alternativas face a questões como a pobreza urbana;  a urgência de planeamentos urbanos mais democráticos e participativos, que respondam de forma mais justa às necessidades dos novos recém-chegados e vítimas de guerra; a construção de espaços públicos mais inclusivos; e os efeitos negativos da gentrificação, foram os temas centrais deste encontro de quatro dias do City Makers Summit, marcado pela companhia de tantos projetos que, dia após dia, fazem a diferença, numa perspetiva local, regional, nacional e internacional.   Os cidadãos-políticos   A ideia de fazer a cidade é sem dúvida um movimento político. Movimento esse que inclui todas as pessoas com vontade de reclamar uma cidade que promova sobretudo ações com mais poder participativo, e que encorajem mudanças no programa urbano e social. Ao reclamarmos o direito ao espaço público (ou aos espaços heterotópicos que Lefebvre aclamava) como uma “estratégia de sobrevivência”, confrontamo-nos […]

Porque a cidade é de quem a quiser


Quando há três anos visitei Bucareste, ganhei uma impressão pouco favorável acerca da cidade. Pareceu-me cinzenta, e as ruas, os edifícios, as pessoas também eram cinzentas – como se carregassem sobre si o fardo do passado totalitário, 70 anos de ditadura soviética não haviam ficado definitivamente para trás. Talvez por isso a nova visita que fiz à cidade, nos passados 9 a 12 de Junho, me tenha causado tanta surpresa. Tratou-se de uma visita de campo, no âmbito do projeto New Europe – Cities in Transition, com o objetivo de visitar projetos de base local que promovam a cidade enquanto espaço de inclusão, sustentabilidade e participação. Fomos acolhidos por membros da Zeppelin e, para além da Academia Cidadã, estiveram presentes organizações de Berlim (Mörchenpaprk), de Londres (Paddington Development Trust) e de Amesterdão (Pakhuis de Zwijger). Três dias chegaram para perceber como Bucareste havia radicalmente mudado durante os últimos três anos. […]

Ventos de mudança em Bucareste



Entre os dias 27 e 30 de Maio de 2016 a fundação Pakhuis de Zwijger, na Holanda, promoveu o encontro de mais de 600 ativistas, vindos dos quatro cantos de Europa. A estes ativistas apelidou de “City Makers”, cuja tradução à letra para português é “Fazedores da Cidade”, pelo seu envolvimento em ações de democratização das cidades, enquanto espaços de inclusão, prosperidade e resiliência. Foi então durante o “City Makers Summit”, a “Cimeira dos Fazedores da Cidade”, que as seis centenas de ativistas se encontraram, para falar sobre os principais problemas das suas cidades, e das práticas que têm vindo a ser desenvolvidas para os resolver.   Fazedores da Cidade   Visita ao centro de Zaanstad, que foi completamente renovado nos últimos 5 anos, procurando oferecer mais inclusão, funcionalidade e beleza visual.   Esta cimeira tinha dois objetivos principais. O primeiro era o de oferecer aos participantes visitas a projetos […]

Façamos uma Europa da Democracia


Renovar a Mouraria I 6 de abril I 21h30 ENTRADA GRATUITA O que está a acontecer ao Centro Histórico de Lisboa? A escalada na perda de população nos últimos 3 anos levou já os 4 presidentes das Juntas de Freguesia a tomar uma posiçäo pública. Abaixo dos 10 mil habitantes as Juntas perderão significativamente poder de actuação. E nós os cidadãos o que estamos dispostos a fazer? A pretexto do turismo vende-se a cidade ao desbarato, pululam hoteis, hostels e apartamentos para acomodação temporária, assegura-se um rendimento de 4% nos investimentos de luxo, destroem-se lugares que dão identidade à cidade, reabilita-se apenas em função do turismo, despejam-se inquilinos, especula-se com os preços e torna-se impossível a habitação. Nós, na Academia Cidadã e no Renovar a Mouraria queremos continuar a reflectir e a contribuir para uma tomada de atitude por parte dos cidadãos. Vens também?

Tertúlia I Como promover turismo sustentável em Lisboa?



Realizado por Catarina Leal no âmbito do Mestrado que desenvolveu em Antropologia, Cidade Guiada documenta um dos maiores problemas vividos actualmente no centro histórico de Lisboa: a gentrificação pelo turismo. Fenómeno há muito observado em cidades como Barcelona, Berlim ou Londres, a gentrificação é um sintoma urbano, que afecta sobretudo as populações mais desprotegidas que habitam as cidades. O turismo representa um dos principais recursos adoptados para dinamizar a economia em bairros como a Graça, Alfama e Mouraria. Com uma indústria cada vez mais sustentada na população estrangeira, revalorizam-se e reabilitam-se bairros portugueses todos os dias. Já com poucos moradores antigos, deles só restam as fachadas dos prédios.   Cidade Guiada lança ainda uma questão cada vez mais pertinente: como se requalifica um bairro ou uma cidade ao serviço da população e não do turismo?   A projecção do filme será seguida por um debate, com a presença da realizadora […]

CINEMA GRÁTIS: “Cidade Guiada” I Cine Café Turistificação


[artigo redigido pela Leonor Duarte, no âmbito do Cine Café Turisticação: Alto Bairro]   Ontem, no Lisboa Vadia, os lisboetas puderam assistir ao filme “Alto Bairro” e discutir a gentrificação e a turistificação do Bairro Alto. Observamos, com alguma revolta, como este bairro tem vindo a perder a vida que o caracterizou, sobretudo a vida diurna, seja pelo fecho das lojas de comércio local, bem como lojas de outros ramos como a moda, alfarrabistas e outros, seja pela saída de muitos antigos moradores. São estes os factores que nos mostram como o Bairro Alto está a ser vítima de um fenómeno que já muito por aí se fala, que é a gentrificação. E foi tão animado o debate, que foi difícil terminá-lo.     Há quem ache que o Bairro se tornou num parque temático, um grande bar a céu aberto e que, quem lá vai para se divertir, nem […]

Bairro Alto: uma cidade é muito mais que um parque ...



Turistificação, mas que grande palavrão! Lisboa Vadia I 16 Fevereiro I 21h30   Com estreia no ano passado no cinema e rodado em pouco mais de um mês, “Alto Bairro” dá voz às pessoas que sempre lá viveram e aquelas que tiveram que sair. Do realizador Rui Simões, este documentário retrata um bairro em constante mudança, dos anos 50 até aos dias de hoje. Lugar de prostituição e boémia, “Alto Bairro” apresenta-nos, primeiro, uma Lisboa típica dos cafés e das mercearias de rua, das antigas pensões e das roupas estendidas à janela, testemunhada, entre a calma das tardes e a azáfama das noites, pelos mesmos moradores que têm visto o despejo de muito comércio local, a degradação de escolas, a construção em massa de hostels e hotéis, a poluição nas ruas e a exclusão social. A projeção do filme, que tem o apoio da produtora Real Ficção, será seguida por […]

CINEMA GRÁTIS: “Alto Bairro” | Cine-Café Turistificação


Em 2014, a Pakhuis de Zwijger (organização cultural da cidade de Amesterdão) teve a ideia das Metropolitan Field Trips. As cidades estão constantemente em mudança, surgem iniciativas de pequena escala que tentam dar resposta às mais diversas questões sobre como sermos “donos da cidade” e como participarmos na sua evolução. Durante as Field Trips, nas maiores cidades europeias, os participantes aprendem sobre as diversas abordagens de iniciativas-base e sobre a relação entre emergentes city makers, órgãos de planeamento, governo local e outras instituições. As Field Trips têm, por isso, como objetivo um melhor entendimento de todo o processo de transição e servem como uma oportunidade de troca de conhecimentos entre os parceiros na Europa. O programa começou às 16h do dia 8, com o ponto de encontro para as boas-vindas em Holzmarkt. O Holzmarkt está localizado numa antiga área abandonada à beira-rio. Esteve destinado a ser vendido como parte do […]

A Academia Cidadã numa Berlim em transição



Perante a situação de crise económica e de emergência social presente em cada vez mais regiões da União Europeia importa pensar em soluções que, mais do que ajudar as pessoas em apuros a ultrapassar os seus problemas financeiros, soluções que ajudem a criar formas inovadoras de organização social, alternativas às que o sistema capitalista nos possibilita. No Congresso de Economia Solidária, o SOLIKON 2015, que se realizou em Berlim, de 10 a 13 de setembro, procurou-se partilhar e discutir abordagens, visões e práticas acerca de novas formas de atividade económica, baseadas na solidariedade e na sustentabilidade. A Academia Cidadã esteve presente! Clica aqui para ler o resto do artigo.

SOLIKON, a criar alternativas de Lisboa a Berlim


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O Enrique Flores, para além de um grande amigo, é também uma das figuras centrais do Movimento 15M, em Espanha. Através do trabalho de ilustração política que tem realizado, sobretudo no registo das muitas iniciativas desenvolvidas por esse movimento, desde 2011, o Enrique oferece-nos novas perspetivas acerca da realidade, num olhar lúcido, crítico e bem disposto, através de uma linguagem muito pessoal, mas, ao mesmo tempo, universal. Tivemos a sorte de o ter tido connosco durante a Primavera Cidadã – Semana da Cidadania 2015, e que ele tenha trazido, na sua mala, um caderno e alguns pincéis!    

Reportagem Ilustrada Primavera Cidadã



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  PROGRAMA: (clicar em cada dia para mais informações)      “Se não puder dançar, não é a minha revolução” – Emma Goldman (evento no facebook)  Uma festa, toda a gente! (evento no facebook)     O sonho comanda a vida quando a falar é que a gente se entende! (evento no facebook) A PRIMAVERA CIDADÃ 2015 tem também atividades para cerca de duas dezenas de ativistas estrangeiros. Vêm de vários países europeus para conhecer projetos que dão alma à região de Lisboa e a tornam mais viva, justa, solidária e sustentável. As organizações que abrem as suas portas são: Pendão em Movimento (Queluz), Moinho da Juventude (Cova da Moura), Salamandra Dourada (Ameixoeira), Renovar a Mouraria, Chapitô (Alfama), A Música portuguesa a gostar dela própria (Alcântara), Rés do Chão (Santa Catarina), Horta da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Lisbon Sustainable Tourism e Cozinha Popular da Mouraria.

PRIMAVERA CIDADÃ | 12-14 Março | Concertos, cinema, DJ, workshop ...